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6.400 réis (1822)
1822-1822 Peça da Coroação - Ouro
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 6.400 réis |
| Denominação: | 6$400 réis |
| Padrão Monetário: | Réis |
| Série: | Peça da Coroação - Ouro |
| Período de emissão: | 1822 |
| Material: | ouro |
| Emissor: | Tesouro Nacional |
| Fabricante: | Casa da Moeda do Rio de Janeiro |
| Situacao: | para colecionador |
FACES DA MOEDA
© Diego Xavier Pereira
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
Busto desnudo e laureado de Pedro I. Na orla, PETRUS. I. D. G. BRASILIAE. IMPERATOR (Pedro I, pela graça de Deus, Imperador Brasileiro), a data 1822 seguida da letra monetária R. Sob o busto, a assinatura do gravador Z. FERREZ.
DESCRIÇÃO DO REVERSO
Armas do Brasil Império, a esfera armilar atravessada pela cruz da ordem militar de Cristo dentro de uma bordadura circular, carregada de dezenove estrelas. Em círculo, entre os braços da cruz, as letras – IN HOC SIG VIN (com este sinal vencerás). Coroa Real, forrada de ouro. O escudo é sustentado por dois ramos floridos e frutados de fumo e café, atados com o laço nacional.
INFORMAÇÕES GERAIS
Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro em 1822. É uma moeda comemorativa não destinada à circulação comum. Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Peça da coroação. Primeira moeda do Brasil independente. A mais importante moeda do colecionário brasileiro. Gravador: Zeferino Ferrez (anverso) e Thomé Joaquim da Silva Veiga (reverso).
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 32,2 mm |
| Peso: | 14,34 g |
| Espessura: | 1,25 mm |
| Bordo: | serrilhado |
| Titulagem: | Au 916 2/3 |
| Eixo: | Reverso Medalha (EV) ⇈ |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1822 | 64 | 1822-O-6k4PC |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# ?
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1822 | 1822-O-6k4PC | O-1240 | O-592 | 466.01 |
PADRÃO MONETÁRIO
RÉIS - Réis (22/04/1500-08/10/1833)
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.
PERÍODO POLÍTICO
Império, D. Pedro I - 1º. Reinado (1822-1831)
Período em que D. Pedro I governou o Brasil como Imperador, compreendendo o período entre 07.09.1822, data em que D. Pedro I proclamou a independência do Brasil, e 07.04.1831, quando abdicou do trono brasileiro.
CONTEXTO HISTÓRICO
A moeda que Pedro I rejeitou
A peça mais preciosa da numismática brasileira — um único exemplar pode alcançar quase meio milhão de reais — é fruto de uma sequência de trapalhadas e mal-entendidos.
Em 1821, Dom João VI retornou a Portugal levando consigo baús abarrotados de ouro retirado das casas de cunhagem do Brasil. No ano seguinte, em 7 de setembro, Pedro I proclamou a Independência. Para a cerimônia de coroação do novo imperador, a Casa da Moeda do Rio de Janeiro lançou mão do pouco ouro que restava e produziu apenas 64 moedas comemorativas, batizadas de Peça da Coroação.
O prazo era tão apertado que Pedro I só recebeu as moedas na própria cerimônia — e não aprovou o resultado. No anverso, o artista Zeferino Ferrez retratou o imperador à moda romana, com busto nu e coroa de louros, imagem que Pedro considerou despótica e contrária à sua intenção. No reverso, o gravador Thomé Joaquim da Silva Veiga acrescentou a inscrição In hoc signo vinces dentro do brasão imperial, outra “liberdade artística” que desagradou.
O resultado foi uma moeda rejeitada pelo próprio imperador e retirada de circulação antes mesmo de existir de fato como padrão. Hoje, restam apenas 15 exemplares originais da Peça da Coroação, preservados em acervos de museus e coleções particulares — relíquias que carregam em si tanto o valor histórico quanto o sabor de uma curiosa ironia: a mais rara moeda brasileira nasceu de um erro.
