Ranking das Moedas Brasileiras
As moedas brasileiras apresentam uma enorme diversidade de características. Ao longo de mais de cinco séculos foram produzidas moedas de ouro, prata, cobre, níquel, aço e diversos outros materiais, com diferentes pesos, dimensões, valores faciais e graus de raridade.
Esta página reúne alguns rankings curiosos das moedas catalogadas no MoedasDoBrasil, como as mais valiosas, as maiores, as menores e outras classificações baseadas em suas características técnicas e históricas.
Os rankings consideram apenas as moedas cadastradas neste catálogo e que possuem as informações necessárias para cada classificação.
Nesta página você encontrará os seguintes rankings:
A moeda mais valiosa do Brasil
A moeda mais valiosa catalogada no MoedasDoBrasil é a Peça da Coroação, considerada uma das maiores raridades da numismática brasileira. Cunhada em 1822 para celebrar a coroação de D. Pedro I como primeiro imperador do Brasil, a moeda teve sua produção interrompida após o imperador desaprovar o retrato gravado em seu anverso. Apesar disso, 64 exemplares chegaram a ser cunhados, dos quais apenas 16 são atualmente conhecidos.
Além de sua importância histórica, a Peça da Coroação destaca-se por seu elevado valor de mercado. Em 2012, um exemplar foi leiloado em Chicago por US$ 138.000. No início de 2014, outro exemplar foi arrematado em um leilão realizado em Nova Iorque por quase US$ 500.000, consolidando-a como uma das moedas brasileiras mais valiosas e desejadas por colecionadores.
| Valor facial | 6.400 réis |
| Ano | 1822 |
| Material | Ouro 916/1000 |
| Peso | 14,34 g |
| Diâmetro | 32,2 mm |
A maior moeda brasileira
Em relação ao diâmetro, a maior moeda brasileira já produzida é a de 4.000 réis, cunhada em 1900 para comemorar o Quarto Centenário do Descobrimento do Brasil. Integrante da série comemorativa composta por quatro moedas de prata, ela possui 50,6 mm de diâmetro, sendo a maior moeda destinada à circulação oficial já emitida no país.
Embora possuísse valor facial e curso legal, acredita-se que essa série tenha sido produzida principalmente para colecionadores e autoridades, não chegando a circular normalmente. Por esse motivo, é considerada por muitos numismatas como a primeira emissão brasileira concebida especialmente com finalidade colecionável.
| Valor facial | 4.000 réis |
| Ano | 1900 |
| Material | Prata 916/1000 |
| Peso | 51 g |
| Diâmetro | 50,6 mm |
Qual é a segunda maior moeda brasileira?
A segunda maior moeda produzida pela Casa da Moeda do Brasil é a de 2 macutas, cunhada em 1815 e 1816. Com 45 mm de diâmetro, ela ocupa a segunda posição entre as maiores moedas catalogadas no MoedasDoBrasil.
Embora fabricadas no Rio de Janeiro, essas moedas não se destinavam à circulação no Brasil, mas sim em Angola, então colônia portuguesa. Ainda assim, por terem sido produzidas oficialmente pela Casa da Moeda do Brasil, são consideradas parte da numária brasileira e ocupam lugar de destaque na história da nossa cunhagem.
| Valor facial | 2 macutas |
| Ano | 1815 e 1816 |
| Material | Cobre |
| Peso | 28,68 g |
| Diâmetro | 45 mm |
A menor moeda da Pré-República
O ouro, embora abundante em determinados períodos do Brasil colonial, sempre foi um metal de grande valor. À medida que sua disponibilidade diminuía e os custos aumentavam, tornava-se cada vez mais difícil produzir moedas de ouro com baixos valores faciais. Para que seu valor de circulação não ficasse abaixo do valor do próprio metal, uma das soluções foi reduzir progressivamente seu tamanho e peso — ou simplesmente deixar de produzi-las.
Em 1734, a Casa da Moeda do Rio de Janeiro cunhava, entre outras, moedas de ouro de 400 réis, destinadas à circulação no Brasil e em Portugal. Para manter baixo o valor correspondente ao metal utilizado, essas pequenas moedas tinham apenas 13,5 mm de diâmetro e pesavam menos de 1 grama.
Conhecidas como "cruzadinhos", essas moedas estão entre as menores moedas de ouro já produzidas no Brasil e ocupam o primeiro lugar neste ranking entre as moedas do período pré-republicano.
| Valor facial | 400 réis |
| Ano | 1774 |
| Material | Ouro 916/1000 |
| Peso | 0,89 g |
| Diâmetro | 13,5 mm |
| Área | 143 mm² |
Qual é a segunda menor moeda da pré-República?
Se considerarmos apenas o maior comprimento, os 3 florins holandeses de ouro poderiam até levar vantagem sobre a primeira colocada: seus lados medem aproximadamente 13 mm — embora seja curioso falar em “diâmetro” quando estamos diante de uma moeda quadrada! Mas, considerando a área, a situação se inverte. Com aproximadamente 169 mm², os 3 florins superam os apenas 143 mm² da primeira colocada.
Essas moedas foram cunhadas em território brasileiro durante a ocupação holandesa no Nordeste e utilizadas para o pagamento dos soldados. Além de sua importância histórica, carregam um detalhe especialmente interessante para a numismática brasileira: são consideradas as primeiras moedas a trazer o nome “BRASIL”.
| Valor facial | 3 florins holandeses |
| Ano | 1645 e 1646 |
| Material | Ouro a partir de 900/1000 |
| Peso | 1,8 g |
| Lado | 13 mm aprox. |
| Área | 168 mm² |
A menor moeda da República
Moedas pequenas são, muitas vezes, resultado da necessidade de economia. Para que o custo de fabricação não ultrapasse o valor de circulação — e para que o valor do metal utilizado não se torne maior que o próprio valor facial — há duas alternativas: utilizar materiais menos valiosos ou reduzir o tamanho da moeda.
O resultado pode ser surpreendente. Em determinados períodos, a combinação entre inflação, baixo valor facial e necessidade de reduzir os custos de produção levou à fabricação de moedas tão pequenas que hoje parece difícil imaginar que tenham realmente circulado no dia a dia.
A campeã é o “centavinho”, a pequena moeda de aço inoxidável de 1 centavo de cruzeiro, que circulou de 20/03/1979 a 15/08/1984. Seu valor já era tão reduzido diante da inflação da época que, para muitos, o “centavinho” acabou tendo mais valor como lembrança do que propriamente como moeda de uso cotidiano.
| Valor facial | 1 centavo de cruzeiro |
| Ano | 1979 a 1983 |
| Material | Aço inoxidável |
| Peso | 1,58 g |
| Diâmetro | 14 mm |
Qual é a segunda menor moeda da República?
A inflação galopante corroía rapidamente o poder de compra das moedas. Mesmo após as sucessivas mudanças de padrão monetário, com a supressão de três zeros a cada reforma, em pouco tempo as moedas divisionárias perdiam sua utilidade e acabavam sendo abandonadas.
Em períodos de incerteza econômica, uma alternativa era produzir moedas de baixo custo, mas suficientemente resistentes para suportar o uso cotidiano. A cada novo plano monetário renovavam-se as esperanças de controlar a inflação, e o aço inoxidável mostrou-se uma combinação eficiente de baixo custo, resistência e durabilidade. O material passou, assim, a fazer parte da história da moeda brasileira e continua presente na numismática do país até os dias de hoje
| Valor facial | 1 centavo de cruzado |
| Ano | 1986 a 1988 |
| Material | Aço inoxidável |
| Peso | 1,6 g |
| Diâmetro | 15 mm |
O maior valor facial da Pré-República
A abundância de ouro extraído no Brasil durante o período colonial permitiu a cunhagem de moedas de grande peso e elevado valor intrínseco. Entre todas as moedas que circularam em terras brasileiras antes da República, destaca-se o valor facial de 20.000 réis, o mais alto já atribuído a uma moeda brasileira de circulação.
Além de representar uma enorme concentração de ouro em uma única peça, essas moedas estão entre as mais impressionantes da numismática brasileira, tanto pela sua dimensão e peso quanto pela qualidade de sua cunhagem e importância histórica.
As primeiras moedas com este valor foram os famosos dobrões, cunhados a partir de 1724, durante o Brasil Colônia, nas Casas de Fundição ligadas à produção de ouro de Vila Rica, atual Ouro Preto. Essas emissões coloniais continuaram até 1727 e se tornaram símbolos da riqueza aurífera brasileira.
Séculos depois, durante o reinado de D. Pedro II, novas emissões de 20.000 réis em ouro voltaram a ser produzidas, permanecendo em circulação até os primeiros anos da República. Uma característica curiosa dessas moedas imperiais é que, apesar de manterem o mesmo valor facial, o numeral "20.000 réis" deixou de ser gravado na peça, sendo o valor identificado pelas suas características numismáticas e pelos padrões oficiais da época.
| Valor facial | 20.000 réis |
| Ano | 1724 a 1727 |
| Material | Ouro 916/1000 |
| Peso | 53,78 g |
| Diâmetro | 37 mm |
Outras emissões de moedas com valor de 20$000
O valor facial de 20.000 réis não foi exclusivo da emissão anteriormente apresentada. Ao longo do período da pré-República, outras moedas com este mesmo valor foram produzidas, todas em ouro, porém com diferentes características, sistemas monetários e representações.
- 1849 a 1851, D. Pedro II, papo de tucano, 3º Sistema Monetário, 1º tipo
- 1851 a 1852, D. Pedro II, 3º Sistema Monetário, 1º tipo
- 1853 a 1889, D. Pedro II, 3º Sistema Monetário, 2º tipo
Qual é o segundo maior valor facial da pré-República?
Como o valor de 20.000 réis aparece em diferentes emissões ao longo do período imperial, todas posteriores à primeira moeda com este valor, elas passam a ocupar a mesma posição no ranking de maior valor facial.
Por esse motivo, não há uma segunda colocada para o maior valor facial da pré-República. O próximo valor imediatamente inferior encontrado na numária brasileira do período é o de 12.800 réis.
O maior valor facial da República
As moedas de 20$000, em ouro, produzidas a partir do início da República (1889) vieram a dar continuidade às emissões de D. Pedro II, com o intuito de realizar pagamentos ao exterior das contas brasileiras, sem ter uma circulação comum como as outras moedas. Essas moedas não tem o seu valor gravado nelas.
| Valor facial | 20.000 réis |
| Ano | 1889 a 1922 |
| Material | Ouro 916/1000 |
| Peso | 17,93 g |
| Diâmetro | 30 mm |
Qual é o segundo maior valor facial da República?
Moeda de circulação comum, comemorativa do bicentenário da morte de Tiradentes. Valor 5000 cruzeiros. A inflação corria solta e já era corrente moedas de 100, 500 e 1000 cruzeiros. Circulou até o final do padrão Cruzeiro, em setembro de 1994, quando entrou em vigor o Cruzeiro Real.
| Valor facial | 5.000 cruzeiros |
| Ano | 1922 |
| Material | Aço inoxidável |
| Peso | 9,95 g |
| Diâmetro | 31 mm |
As imagens mantêm a proporcão real de tamanho entre as moedas.